Na intervenção inicial, de abertura da sessão promovida pela OROC – Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, começou por referir que o papel do Governo foi sobretudo de “arbitragem”, na verificação do debate (“auto-regulação”) entre os vários intervenientes, representados na Comissão de Normalização Contabilística.
Sublinhou que Portugal tinha de se integrar nas normas internacionais (as mais aceites a nível mundial), possibilitando este novo modelo uma maior comparabilidade, evitando que as entidades tenham de preparar contas em dois referenciais (nacional e internacional).
Referiu que, na sequência da colocação a audição pública do projecto / modelo inicialmente proposto, foram acolhidas diversas sugestões, introduzidas na versão aprovada em Conselho de Ministros.
Por fim, referiu que as mudanças no padrão de contabilidade conduziram também à necessidade de adaptação do normativo fiscal, nomeadamente a nível da terminologia adoptada.